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O DÍZIMO NA BÍBLIA - PARTE TRES
Publicado em: 20/11/2009

Depois de uma longa caminhada refletindo o dízimo no Antigo Testamento, vamos, aqui, refleti-lo com olhares voltados pára o Novo Testamento. É certo, todavia, que nele não encontramos uma palavra de Jesus obrigando ao dízimo, mas é certo, também que não encontramos uma palavra sequer de Jesus dizendo que o dízimo não fosse válido, ou impróprio a partir desse momento. Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4,4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5,17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23,23; Lucas 11,42; 18,9-14).
O Novo Testamento tinha outra finalidade: anunciar o Evangelho da Salvação na pessoa de Jesus Cristo. A prática de uma vida equilibrada deveria estar de acordo com o Evangelho anunciado. O anuncio do Evangelho deve nos conduzir a uma vida de propósitos. A consequência de tudo isso? A consciência da partilha como sinal de uma nova igreja que nasce dessa avassaladora experiência. A Igreja primitiva aprendeu a assim viver: tudo que possuíam era de todos...
Encontramos no Novo Testamento exemplos de contribuição que vão além do dízimo. Tomemos o caso da viúva pobre. Ela não deu um dízimo, mas dez dízimos - deu tudo (Marcos 12,11-44); Zaqueu, depois de convertido se dispôs a dar metade dos seus bens aos pobres, portanto, cinco dízimos (Lucas 19,8); os cristãos da igreja em Jerusalém ofereceram tudo quanto tinham (Atos 2,44-45; 4,32-37); os cristãos da Macedônia deram com sacrifício, muito acima das suas possibilidades, a ponto de surpreenderem o apóstolo por sua liberalidade (II Coríntios 8,1-5); os Coríntios foram convidados a contribuir "conforme a sua prosperidade" (I Coríntios 16,2). Isso não poderia significar, em hipótese alguma, menos do que o dízimo.
Para você guardar: Há três referências ao dízimo no Novo Testamento. Duas delas, paralelas, se referem ao mandamento de Jesus aos fariseus quanto ao dízimo (Mateus 23,23; Lucas 11,42). A terceira é a de Hebreus 7, 1-10, em que Melquisedeque aparece como figura de Cristo.
Os textos para nossa meditação e analise são estes:
1. Mesmo isento e para não escandalizar, Jesus em sinal de amor e justiça, paga o imposto (Mt 17,23-26);
2. Jesus não desprezou a prática do dízimo (Mt 23,23). E acrescenta: Isso deve ser feito, mas nunca se despreze o preceito mais importante da lei, ou seja, o amor, a justiça, a misericórdia e fidelidade;
3. A multiplicação dos pães: "um sinal da partilha" (Lc 9,10-17);
4. A oferta deve vir com amor (Lc 18,9-14);
5. A conversão e a prática da justiça (Mt 23,23; Lc 11,42; Lc 19,1-10);
6. A oferta deve vir do coração (Lc 21,1-4);
7. Jesus dá exemplo de amor, fidelidade e justiça: "daí a Deus o que é de Deus e a César o que é de César" (Lc 20,20-26);
8. Negar o dízimo não enriquecerá ninguém (At 5,1-11; Mt 6,19-23);
9. Obediência a Deus (At 5,29-33);
10. Sentido missionário do dízimo nos liberta para a paz (At 6,1-7; ICor 16,1-3);
11. Mais bem aventurado é dar, do que receber (At 20,32-35);
12. O dízimo, a partilha e as primeiras comunidades cristãs (At 2,42-47; At 4,32-35; 1 Tm 6,17-19);
13. A tarefa de uma comunidade (Rm 7, 18 - Fl 2,13);
14. Homens e mulheres: fermento do Reino de Deus para a transformação do mundo (2Cr 8,1-15);
15. O dízimo deve ser doado com alegria (2Cor 9,6-12);
16. O sacerdote deve sobreviver do templo (1Cor 9,12-14; Lc 10, 7);
17. Deus é fiel e supre nossas necessidades (Fp 4,19);
18. O sacerdote é quem deve receber nossos dízimos (Hb 7,5);
19. O dízimo atende três dimensões da Igreja: Religiosa, Missionária e Social (Tg 2,14-; Tg 5,1-6);
20. Os lucros e as perdas da vida (Mt 25,31-46; Ap 20, 12-15);
21. Buscai em primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mt 6,33);
22. Somos chamados a ser missionários do Reino de Deus (Mt 28,16-20).
Nesse ínterim você poderá fazer o seguinte exercício: separar os textos acima em ordem: os Evangelhos, as cartas de Paulo, Hebreus e o Apocalipse.
Depois dessa caminhada sobre o dízimo na Bíblia podemos tirar duas conclusões alusivas ao dízimo.
O dízimo não é: Taxa, pagamento, imposto, mensalidade, colaboração, resto, ajuda, caridade, ato de piedade; nem oferta ou esmola. Ninguém é obrigado a dar o dízimo e o contribuinte não pode ser induzido a fazer aquilo que não deseja aprender. Não é porque muitos colaboram que me motiva a ir ao dízimo.
O dízimo é: uma semente de bênçãos e prosperidade. É alma e a essência da partilha. É a devolução a Deus do que já é de Deus. É um dom. É vocação e missão. É um ato de fé, amor, obediência, partilha, fidelidade e compromisso com Deus, a Igreja e os pobres. "São os primeiros frutos, que devolvemos a Deus". O dízimo deve nascer da experiência de Deus e não da necessidade de se arrecadar dinheiro para a Igreja. A Igreja não necessita de dinheiro, mas da graça de Deus. Todavia isso ainda está bastante distante da maioria dos católicos.
Infelizmente - ainda - vemos muita forma errada de captação de recursos na Igreja e que deveria ser repensado. Não se dá dízimo para engordar os cofres da Igreja. Ele deve ser necessário para a manutenção da paróquia e somente isso basta.
O povo caminha devagar. Poucos ouviram falar sobre dízimo e, a maioria, entende o dízimo de forma equivocada e, por isso, acabam resistindo à opção madura e esclarecida. Daí, a necessidade de investir na formação e na orientação sadia do dízimo. O dízimo é uma benção reservada para os cristãos do Novo Testamento e uma experiência de vida ao povo de Deus presente no Antigo Testamento. Estes precisaram aprender com as duras penas e, nós? Deveras nada diferente. Eles o fizeram sob a forma da Lei e, nós, com o regime da graça. Isso faz a diferença. Nos dois casos o diferencial é a fidelidade a todo custo.
É certo que Jesus não nos exigiu o dízimo, mas nos inspira à prática amorosa da partilha e da solidariedade, na construção do mundo novo possível. Fazer isso poderá ser muito maior que o dízimo mesquinho de alguma porcentagem que, às vezes, não chega a verdadeira experiência de Deus.
Enfim, como está o seu compromisso com o dízimo?
Vale a pena participar: deste fórum, bem como, do dízimo comunitário.
Por: Pe. Jerônimo Gasques

Comentários
Por: NILO CEZAR - em: 29/05/2012
(RIO DE JANEIRO/SP - Paróquia: PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO - Diocese: RIO DE JANEIRO)
Agradeço pelo espaço e realmente se todos tivéssemos essa explicação haveria mais dizimistas. Meu avô dizimava muito pouco e eu o criticava por isso (quando era pequeno),sei agora que era errado. Porém, fico na dúvida:minha esposa é evangélica, e lá diz que tem que ser 10 do bruto. Se tiver que dar 10 do bruto, não consigo pagar as contas que tenho., por mais que eu as "enxugue". Também não quero dar "esmola" para Nosso Senhor. O que é certo?
Por: Leda ap.de souza castelano - em: 29/03/2012
(presidente prudente/SP - Paróquia: Nsra. Aparecida - Diocese: pres. prudente)
Quero agradecer por este espaço, assim teremos a oportunidade de expor nossas opiniões sobre diversos assuntos ligados a paróquia
O Dízimo é um dever que todo Cristão deve aplicar,é uma obrigação nossa com Deus, é importante que todos tenham uma visão espiritual ao ler a Biblia,observando as leis de Deus,verás que entre elas está a importância de dízimar corretamente
em Malaquias 03,6 12,Deus nos fala de maneira muito forte sobre isto.
CUMPRIR NOSSO DEVER COM DEUS,É TER BENÇÃOS SEM MEDIDAS.
um grande abraço, Deus os abençõem.
Leda.
Por: Valdecir da Silva - em: 30/05/2010
(São Carlos/SP - Paróquia: São Domigos Sávio e São Brás - Diocese: São Carlos)
Enquanto não tratarmos o dízimo como uma necessidade pessoal e comunitária, não evoluiremos na conscientização e na arrecadação, necessárias à manutenção de uma paróquia. Como católicos gostamos de bater no peito e dizer que o dízimo é bíblico, é um gesto de amor a Deus e ao próximo, é a devolução de parte de tudo o que Deus nos dá. Definições bonitas, bem feitas, mas não passam de palavras, que não pagam as contas, não ajudam na Evangelização, não ajudam aos pobres que batem à porta da Igreja. Meu irmão, minha irmã, dízimo deve ser uma parte dos seus rendimentos, não o que sobra no fim do mês. A porcentagem é você quem decide de acordo com sua consciência, sua confiança na Providência divina, seu amor ao próximo. Quem não contribui para a manutenção da comunidade, participa pela metade. Difícil definir alguém meio católico ou meio Cristão.
Seja um Cristão Católico autêntico e por inteiro, seja dizimista na sua comunidade: Dê a sua parte financeira, dê o seu tempo, o seu carinho, faça a diferença e ajude o pároco a construir uma paróquia forte e atuante.

Grato.

Valdecir da Silva
Por: Luiz Carlos Thomas - em: 29/01/2010
(Vila Velha/ES - Paróquia: Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Diocese: Arquidiocese de Vitória E.S.)
Parabens pela fundamentação bíblica do dízimo. Se todos católicos forem conscientizados, a igreja será mais autônoma, não precisando de tantos eventos,digo: rifas, campanhas etc. para cosntruir e se manter.
Por: Miguel - em: 11/01/2010
(Pres. Prudente/SP - Paróquia: São Pedro - Diocese: Pres. Prudente)
Parabéns pelo novo espaço, com certeza será muito
útil a nós que participamos desta pastoral. Gosto
muito dos artigos do Pe. Gerônimo e consultarei as dúvidas e darei opiniões.
Por: Márcio Rubio - em: 10/12/2009
(Presidente Prudente/SP - Paróquia: São José - Diocese: Presidente Prudente)
Fique a vontade para participar deste espaço que é dedicado a pastoral do dízimo.

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