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O DÍZIMO NA BÍBLIA - PARTE DOIS
Publicado em: 20/11/2009

Estou propondo uma reflexão sobre o dízimo voltado exclusivamente sobre alguns textos bíblicos e, tentando, descobrir o pensamento bíblico sobre o mesmo; o que alguns do povo de Deus fizera em referencia ao dízimo; como ele deu certo; como foi a sua experiência; por qual razão o dízimo começou acontecer no meio do povo de Deus.
Nessa segunda parte vou apontar alguns textos bíblicos tendo como referencia alguns livros históricos. Entre os vários gêneros literários da Bíblia, a história, por sua extensão, ocupa o primeiro lugar. Esse fato já prova quanto a história fosse cultivada pelo antigo povo de Israel.
Dentre os históricos - aqui - citarei: primeiro livro de Samuel, segundo livro dos Reis, primeiro e segundo das Crônicas, Neemias e Tobias. Aponto quatro textos dos livros poéticos: Salmos, Eclesiastes, Eclesiástico e Provérbios. Além desses vou apontar dois textos proféticos: Amós e Malaquias. Os livros históricos cobrem um período que vai desde os feitos de Josué (que apresenta a entrada dos hebreus na terra de Canaã, como quem vai tomar solenemente posse de uma herança que lhe fora atribuída) até ao livro dos Macabeus (a luta dos judeus para conseguirem libertar-se da política opressora dos Selêucidas).
Você poderá conferir diretamente em sua Bíblia. Aliás seria um bom exercício. Os textos que me proponho examinar, entre os históricos, serão estes:
1. As ofertas do dizimo - a décima parte (1Sm 8,15-18);
2. A bondade da viúva de Sarepta (2Reis 4, 1-4).
3. Ação de graças pelas oferendas (1Cr 29,3-4 - 13-17);
4. As ofertas do dízimo - fraternidade e partilha (2Cr 31,1-21);
5. A manutenção do culto, compromisso do cristão (Ne 10,33-40);
6. O dízimo de Tobias (Tb 1,6-8);
7. O Senhor é o bom Pastor, o Senhorio da nossa vida, de tudo (Sl 22,1-6);
8. Respeito com Deus, às primícias e o dízimo (Eclesiástico 7,31-35);
9. O dízimo nos leva a caridade, à compaixão com os necessitados (Pr 19,17; Eclesiástico 29,11-16);
10. Recompensas e bênçãos de Deus (Eclesiástico 35,1-20);
11. O dízimo e o amor de Deus (Amós 4,4);
12. As promessas, o desafio e as bênçãos de Deus, muito além do necessário (Malaquias 3,8-12).
Os textos acima são muito importantes pois fogem daquele quadro do Pentateuco. Estes retratam uma caminhada histórica do povo de Deus que desejava fazer do dízimo uma verdadeira experiência de Deus. Pelos textos acima você poderá ter uma idéia geral de como foi difícil a caminhada de volta ao exílio na Babilônia. Foi um tempo de reconstrução da identidade do povo judeu; o apelo para a construção do santuário - morada de Deus - é nitidamente clara a colaboração espontânea do povo. Claro que sempre está alguém por detrás para atiçar a necessidade de colaboração. Os profetas serão os primeiros.
Aponto dois textos proféticos: Amós e Malaquias.
Amos era um leão que começava a rugir (3,8). A adoração do Baal dos cananeus foi incorporada no culto de Israel, e a arqueologia tem demonstrado que a religião cananéia contemporânea do profeta era a religião mais corrupta que havia no Oriente Próximo. A prostituição ritual fazia parte desse culto. Alcoolismo, violência, grosseira sensualidade e idolatria eram fatores constantes. Israel participava dessa corrupção (ver Amós 4,4-5 e 5,5), corrompendo totalmente o ideal do monoteísmo. A degradação geral degenerou para a injustiça judicial, onde os ricos exploravam os pobres, produzindo um virtual estado escravocrata.
Em outras palavras, Israel tornara-se uma nação doente, como sucede à maioria das sociedades abastadas. A opressão contra os pobres era intensa (ver Amos 2,6ss), os famintos eram deixados famintos (ver Amós 6,3-6), a justiça se vendia a quem subornasse mais (ver Amós 2,6 e 8,6), os agiotas exploravam suas vítimas (ver Amós 5,11ss ; 8,4-6). A religião não era negligenciada, mas havia sido pervertida (ver Amós 3,4; 4,4 e 7,9). O julgamento divino era iminente.
O outro profeta foi Malaquias o qual conhecemos bastante, ao menos, de ouvir dizer. A profecia dada por intermédio de Malaquias à nação de Israel começa a tomar a forma de uma severa repreensão do Senhor. Deus mostra o desprezo do povo ao Seu terno amor, e agora parece começar a abrir o leque de iniquidades da nação.
Interessante notarmos como Deus começa as suas repreensões pelo "clero" dos judeus, Ele bate de frente com os sacerdotes, os que deveriam ser exemplo de devoção e dedicação ao Senhor, visto que só tinham essa tarefa no meio do povo, são os mais desleixados com as ordens dadas por Deus.
Sem delongas: as ordens de Deus com relação aos sacrifícios e ofertas foram totalmente claras, e podemos vê-las no Pentateuco, em especial Levítico, que trata minuciosamente das leis cerimoniais exigidas por Deus. Todo sacrifício deveria ser perfeito, com alimentos e animais perfeitos, sem defeito e sem mancha. Isto era requerido do povo para que através disto o Senhor os ensinasse que Ele é santo, que é puro de olhos, que não aceita uma meia aliança. Deus entra com seu infindo amor, porém espera uma contrapartida de comprometimento (Matheus Soares).
Por: Pe. Jerônimo Gasques

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